domingo, 2 de setembro de 2012

O QUE É O AMOR?




Um dia desses durante uma conversa animada com minha turma do Curso de Historia da Arte sobre a visão particular de cada um sobre diversos assuntos, falamos sobre o amor. Surpreendeu-me uma definição lógica, simples e real sobre esse sentimento tão complexo e efêmero.

Quando eu digo “eu te amo” na verdade eu não estou dizendo que amo a pessoa que tu és e sim que amo a maneira como me sinto estando ao teu lado.

Vamos dissecar essa afirmação: Amar alguém é amar o que nos tornarmos quando estamos junto com essa pessoa. Por isso é compreensível amarmos varias pessoa ao mesmo tempo. 

Porque varias pessoas podem te transmitir a mesma sensação de bem estar e tranquilidade que faz parte do sentimento amor.
Posso dizer que amo minhas amigas, meus amigos, meu cachorro, meus filhos, enfim, amo tudo o que me faz sentir bem.

Então concluo que o amor não termina o que termina e o prazer de estar com aquela determinada pessoa. Quando ela não te agrega mais nada ou mais nenhum sentimento de bem estar, quando ela não acrescenta mais vida a tua vida achamos que amor acabou.  Mas ele não acabou ele vive dentro de nós esperando para ser dividido por quem o valorize e o alimente.

De uns tempos para cá eu venho tentando encontrar o amor em varias coisas e de certa forma venho conseguindo. A música sempre foi uma paixão para mim. Depois venho à fotografia que preencheu vários espaços vazios. Meus livros, meus filhos, minha casa, minha família, e eu mesma. Sim, eu mesma. Porque é preciso acima de tudo amar-se. 

Isso vai de encontro a celebre frase do poeta Vinicius de Moraes, que diz que é impossível ser feliz sozinho.
Levando por esse lado, eu discordo totalmente. E jamais pensei que iria discordar um dia do Vinicius. Sempre é tempo de revermos nossos conceitos e preconceitos.

Para sermos felizes não precisamos necessariamente estar ligados a alguém. Precisamos sim estar conectados as mesmas emoções. Claro que tudo isso é em relação ao campo espiritual, no campo físico as coisas são um pouco mais complicadas.

Mas já ajuda bastante a separar a questão sexo do amor, coisa que durante algum tempo eu achava impossível. Mas isso é assunto para um próximo texto.

Se eu soubesse que era tão bom envelhecer! Que seria tão mais esclarecedor e que descomplicar seria o verbo em questão juro que queria ter envelhecido mais rápido.  Vejo tanta gente marcando passo numa adolescência infinita que chega a dar pena.

De repente tanta coisa fica clara, assim, de uma hora pra outra, numa conversa animada, regada a bom vinho, no meio de uma aula de historia da arte.

Ah! A vida e suas pequenas curvas, declives e ruelas, sempre me surpreendendo.
Graças a Deus!!!!!

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