Um dia desses durante uma
conversa animada com minha turma do Curso de Historia da Arte sobre a visão
particular de cada um sobre diversos assuntos, falamos sobre o amor.
Surpreendeu-me uma definição lógica, simples e real sobre esse sentimento tão
complexo e efêmero.
Quando eu digo “eu te amo” na
verdade eu não estou dizendo que amo a pessoa que tu és e sim que amo a maneira
como me sinto estando ao teu lado.
Vamos dissecar essa afirmação: Amar
alguém é amar o que nos tornarmos quando estamos junto com essa pessoa. Por
isso é compreensível amarmos varias pessoa ao mesmo tempo.
Porque varias
pessoas podem te transmitir a mesma sensação de bem estar e tranquilidade que
faz parte do sentimento amor.
Posso dizer que amo minhas
amigas, meus amigos, meu cachorro, meus filhos, enfim, amo tudo o que me faz
sentir bem.
Então concluo que o amor não termina
o que termina e o prazer de estar com aquela determinada pessoa. Quando ela não
te agrega mais nada ou mais nenhum sentimento de bem estar, quando ela não
acrescenta mais vida a tua vida achamos que amor acabou. Mas ele não acabou ele vive dentro de nós
esperando para ser dividido por quem o valorize e o alimente.
De uns tempos para cá eu venho
tentando encontrar o amor em varias coisas e de certa forma venho conseguindo.
A música sempre foi uma paixão para mim. Depois venho à fotografia que
preencheu vários espaços vazios. Meus livros, meus filhos, minha casa, minha
família, e eu mesma. Sim, eu mesma. Porque é preciso acima de tudo amar-se.
Isso vai de encontro a celebre frase do poeta Vinicius de Moraes, que diz que é impossível ser feliz sozinho.
Isso vai de encontro a celebre frase do poeta Vinicius de Moraes, que diz que é impossível ser feliz sozinho.
Levando por esse lado, eu
discordo totalmente. E jamais pensei que iria discordar um dia do Vinicius.
Sempre é tempo de revermos nossos conceitos e preconceitos.
Para sermos felizes não
precisamos necessariamente estar ligados a alguém. Precisamos sim estar
conectados as mesmas emoções. Claro que tudo isso é em relação ao campo
espiritual, no campo físico as coisas são um pouco mais complicadas.
Mas já ajuda bastante a separar a
questão sexo do amor, coisa que durante algum tempo eu achava impossível. Mas
isso é assunto para um próximo texto.
Se eu soubesse que era tão bom
envelhecer! Que seria tão mais esclarecedor e que descomplicar seria o verbo em
questão juro que queria ter envelhecido mais rápido. Vejo tanta gente marcando passo numa
adolescência infinita que chega a dar pena.
De repente tanta coisa fica
clara, assim, de uma hora pra outra, numa conversa animada, regada a bom vinho,
no meio de uma aula de historia da arte.
Ah! A vida e suas pequenas
curvas, declives e ruelas, sempre me surpreendendo.
Graças a Deus!!!!!

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