domingo, 30 de setembro de 2012

O QUE QUEREM AS MULHERES?



Essa é a pergunta que não quer calar. Durante anos e anos os homens tentam desvendar esse mistério. A rede Globo até lançou um seriado com esse titulo que foi estrelado pelo Rodrigo Santoro, que a propósito é o sonho de consumo de muita mulher...

Mas, voltando à realidade: O que querem as mulheres?

Casar? Ter filhos? Uma família? Um bom marido? Viajar? Fazer uma Pós-Graduação? Ficar trancada no elevador com o Paulo Zulu? Comprar um shopping inteiro? Em anel de diamantes?

No livro “Porque os Homens fazem sexo e as Mulheres fazem amor” descobrimos de uma maneira divertida porque queremos tantas coisas e eles querem apenas uma. E porque para eles é tão difícil entender como podemos querer tantas coisas ao mesmo tempo sem precisar da maioria delas.

Na época das cavernas o homem saia para caçar e a mulher ficava em casa cuidando dos filhos. Isso desenvolveu em nós uma visão periférica. Temos o poder de analisar tudo em volta e pensar em varias coisas ao mesmo tempo. Enquanto que o homem tem uma visão mais focada e resolve um problema de cada vez.

Essa herança ancestral explica porque nós conseguimos pensar no que vamos fazer amanhã, no que deixamos de fazer ontem, enquanto estamos fazendo algo hoje. Já os homens precisam desligar a televisão para falar ao telefone, ou ainda, primeiro entram no chuveiro depois se preocupam em saber onde está a toalha.

Levando tudo isso em consideração fica difícil para eles (coitadinhos) tentar descobrir o que nos queremos diante de tanta atividade cerebral diversificada. O nosso raciocínio é altamente complexo e intrigante para alguém que não consegue distinguir para que serve um absorvente com abas e outro sem abas.

Brincadeiras a parte, eu realmente tenho pena dos que tentam nos desvendar.
O que dizer para uma mulher quando ela pergunta:
-Você acha que eu engordei?

Se eles dizem que não, ela os acusa de falsos. Se eles dizem que sim, estão sendo grosseiros.

Responder a uma mulher é sempre um exercício de equilibrismo. Sua resposta pode ser interpretada de varias formas, o que vai gerar uma análise profunda do teu caráter e conseqüentemente uma avaliação técnica se você é ou não o homem ideal.

Para completar agora existe o agravante da TPM (Totalmente Pirada e Maluca) ou (Tenho Permissão para Matar).  Fica cada vez mais difícil desvendar o segredo da convivência pacífica.

Devia existir um Kit de Emergência para salvar os relacionamentos. Uma caixinha onde os homens encontrariam dentre outras coisas, uma barra de chocolate para os dias de TPM. Um calendário para identificar quais são esses dias. Um tapa ouvidos a prova de água  sim, porque eu já discuti a relação enquanto meu adversário tomava banho.

Uma corda que poderá servir para amarra sua mulher ou para você se suicidar. Um comprimido para dor de cabeça, que pode ser usado pelos dois. Uma caixa de remédio para dormir, que nesse caso eu aconselho que vocês, homens, não tomarem. Vocês não tem noção o quão perigoso é dormir ao lado de uma mulher mal compreendida.

Desde que o mundo é mundo e desde que Adão comeu a maçã os homens tentam entender os mistérios do universo feminino. Um segredo que posso contar a vocês é que na maioria das vezes, nem nós mesmas sabemos o que queremos, mas mesmo assim esperamos que vocês adivinhem.

Diante disso aconselho-os a não tentar decifrar, nem traduzir, o que ainda não foi descoberto. Sejam práticos e levem a sério um velho clichê: Mulheres são feitas para serem amadas e não entendidas.

domingo, 23 de setembro de 2012

CONJUGANDO VERBOS



Todos nós temos um verbo para definir nossa maneira de agir durante algum momento da vida ou durante a vida toda. Algumas pessoas mudam de verbo como quem muda de roupa. Outras passam a vida inteira conjugando o mesmo verbo exaustivamente. Quem viu o filme comer, rezar, amar sabe do que estou falando.

Conhecer alguém é um exercício de conjugação. Primeiro descobrir, depois gostar, em seguida apaixonar, e talvez quem sabe amar ou fugir. Depende da disponibilidade do sujeito em se deixar ENVOLVER.

Há os que usam o fugir como desculpa para não conjugar o sofrer. Como se isso fosse possível. O verbo sofrer impõe-se a nossa vontade, ele depende das nossas escolhas ou da falta delas.

Entre duas pessoas é preciso que haja uma sincronia verbal. Quando cada um conjuga um verbo diferente gera um problema de concordância e fica difícil FLUIR. 

Conheci uma pessoa muito especial que trazia consigo muitos verbos, todos guardados dentro de uma caixinha fechada a sete chaves, impossível de ENTRAR. Ele podia escolher entre o DIVIDIR, SOMAR, ENSINAR, APRENDER, mas tinha uma predileção pelo verbo esperar. Tudo precisava de espera, cautela, cuidado. Pessoas assim conjugaram muitos verbos ao longo da vida principalmente o amar. Ressabiados, pisam com muito cuidado em todo terreno desconhecido. O verbo amar quando mal conjugado no passado gera medo do futuro.

A maioria das pessoas quer distância do sofrer, já outras fazem questão de mantê-lo sempre por perto. Saudade não é verbo, mas é preciso SENTIR. CHORAR é um verbo já bem gasto.

ACERTAR, só depois de muito ERRAR. MUDAR é consequência do APRENDER.

O esquecer é um verbo difícil de conjugar assim como o perdoar. Quase ninguém consegue.

De uns anos para cá meu verbo preferido é o simplificar. Também muito difícil de conjugar principalmente no plural.

Sorrir é um verbo que aprendemos quando criança, carregamos conosco, mas esquecemos a sua importância e a sua necessidade ao longo da vida.

Conheço quem conjugue o trabalhar com uma voracidade incontrolável. Alguns se esquecem de crescer e conjugam o brincar pela vida toda.

Afastar é um verbo estranho. Sem nem perceber às vezes acabamos conjugando esse verbo.

Sonhar é um verbo bom. viver melhor ainda. rezar é necessário às vezes. Acreditar é fundamental. Ser é e sempre foi melhor do que estar. QUERER nem sempre é garantia de TER.

Vivemos em busca de substantivos como felicidade, amor e paz. Mas nos esquecemos de que quem leva o sujeito até o substantivo é o verbo. É preciso se ENTREGAR.

Se eu tivesse que escolher um verbo para dar de presente a alguém seria o permitir. Propositalmente um verbo de ligação. Quem permite, permite algo a alguém ou a si mesmo.

Permita-se, arrisque-se, envolva-se... Conjugue seus verbos. Distribua-os aos interessados.  Aprenda com eles. Reescreva sua historia mil vezes se for preciso. E seja feliz sempre que possível. PROMETA para si mesmo APROVEITAR cada possibilidade que a vida lhe OFERECER

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

PERDENDO A CABEÇA



São poucas as coisas que me fazem perder a cabeça. Até porque eu preciso muito dela e não posso me dar ao luxo de perdê-la por aí em qualquer lugar, por qualquer bobagem.

O transito às vezes me irrita, supermercado lotado, fila de banco, sapato apertado, conversa de gente chata. Tudo isso me tira do sério, mas sem perder a cabeça.

Às vezes é preciso perder a cabeça, e isso pode ser delicioso... Pode durar um segundo, uma música, uma dança, uma noite inteira e ficar para sempre na lembrança. Quando se perde a cabeça quem assume o controle é o coração.

Perder a cabeça é algo que você faz depois de pensar muito. Essa historia de: Perdi a cabeça sem querer! Isso é a maior besteira. Quem perde a cabeça, perde porque quer, e quer muito. Escolhe o motivo a dedo e escolhe muito bem para dificilmente se arrepender.

No transito, no supermercado lotado, na fila do banco não perdemos a cabeça. Perdemos a paciência, nos irritamos, nos estressamos, saímos do sério. Podemos perder até a classe, mas nunca a cabeça.

A cabeça, nós perdemos em outros lugares. Um olhar, um toque, um sorriso, uma possibilidade... Essas coisas que te dão um frio na espinha, arrepiam a pele e te colocam borboletas no estomago. Isso sim é de perder a cabeça.

Eu já perdi a cabeça muitas vezes, e todas elas foram milimetricamente planejadas. Perco a cabeça toda vez que me apaixono. Toda vez que faço alguma coisa que no primeiro impulso talvez não fizesse. Perco a cabeça quando me deixo levar pela vida ao sabor do vento. Quando deixo de ouvir a voz da razão. Quando paro de me preocupar se isso ou aquilo vai dar certo.

Já li uma frase que dizia que “uma vez por ano é lícito perder a cabeça”. Exagerada como sou, perco varias vezes, em todas as oportunidades possíveis e normalmente pelos mesmos motivos.

Respire fundo você também, permita-se, divirta-se e depois me conta se não vale à pena perder a cabeça de vez em quando.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

E POR FALAR EM SAUDADE, ONDE ANDA VOCÊ?




Tem coisas nessa vida que fogem ao nosso controle. A saudade é uma delas. Chega sem pedir licença, sem hora definida, sem data para ir embora. E quando isso acontece temos  que sentir essa saudade por completo sem pular nenhuma fase. Como se fosse uma doença em processo de cura, uma ferida em cicatrização.

Divido a saudade em quatro fases. A primeira é a fase em que a saudade dói. Dói como se alguém estivesse virando teu corpo do lado do avesso e arrancando uma parte de ti com as mãos. É uma dor profunda, aguda, constante. A dor da saudade!

A segunda fase é a fase onde a saudade atrapalha. Ela já não dói tanto, ou pelo menos parece não doer. Mas em compensação, atrapalha. Não há nada que não nos lembre do foco da saudade. A concentração escoa pelo ralo, a paciência se dilui, irracionalmente praticamos um autoflagelo quando deixamos que essas lembranças nos impeçam de vivermos novos acontecimentos.

A terceira fase é quando a saudade nos deixa triste. Ela já não dói mais, já não atrapalha tanto, mas existe e insiste em nos entristecer. É quando as lágrimas brotam sem motivo nenhum. Como uma torneira pingando em um copo de água que a qualquer momento vai transbordar. É uma tristeza perdida no olhar.

A quarta e última fase é a melhor de todas. É a fase em que a saudade é necessária. Onde ela nos ensina a darmos valor a pequenos momentos, pequenos gestos, pequenos amores, pequenos sonhos. É quando a saudade te traz um sorriso ao rosto. Quando é gostoso relembrar. 

Gosto quando ouço uma música e sinto saudade do dia que dancei com alguém especial. Gosto de sentir o cheiro do perfume que lembra um momento mágico. Gosto de sentir o gosto daquelas comidinhas que lembram a infância.

Só sente saudade quem teve a quem amar, quem viveu o momento, quem sentiu o vento no rosto, quem ouviu a música de olhos fechado. Ninguém sente saudades de coisas que não foram boas, que não nos fizeram felizes. Essa evolução de sentimentos nos faz entender que nada nos pertence por completo e nem dura para sempre. Cabe a nós vivenciarmos intensamente cada momento único antes que ele vire apenas uma saudade.

domingo, 9 de setembro de 2012

ME LIVRANDO DA TRANQUEIRA




Um dia desses uma amiga me convidou, ou melhor, me intimou a ajudá-la a fazer uma organização monstro nos seus armários. Ela ainda guarda os cadernos que usava na faculdade. E lá já se vão mais de 15 anos de formada.

Ela me chamou para essa missão porque já é sabido das pessoas que me conhecem a minha intimidade com a organização e minha mania de colocar coisas inúteis fora.
Sempre fui assim. Não usei no último ano, vai para a doação. Não funciona, vai para o conserto, não gosto mais vai fora, e assim sempre foi... Ou não!?

Parei para pensar...

Será realmente que tenho esse dom para me desfazer das tranqueiras, ou será que como não posso me desfazer do que realmente me incomoda, acabo descontando nas tranqueiras?
Porque é tão difícil nos desfazermos das mágoas, das más lembranças do que daquele vestido lindo que sabemos que nunca mais vai servir?

Assim como abrimos espaço no armário para coisas novas nos livrando das antigas e usadas, temos que abrir espaço em nossas vidas e em nossos corações para boas emoções, bons sentimentos, boas lembranças. Precisamos jogar fora tudo aquilo que representa a dor e o sofrimento, tudo aquilo que um dia pode ter sido bom, mas que agora não serve para muita coisa a não ser marcar a página do livro onde a historia começa a ficar ruim.

Essa limpeza interior às vezes é necessária, mas muito dolorida, pois é difícil arrancar de nós as coisas com que convivemos, aprendemos e nos fortalecemos. Mesmo nos momentos ruins temos que apurar nossa capacidade de aprender e de desprender.

Não podemos ter medo, às vezes é necessário cortar o cabelo para que ele nasça mais forte, fazer um peeling e ver a pele descamar e logo adquirir uma nova e mais viçosa. Então é aceitável arrancar o mal não tão pela raiz, porque em alguns casos o mal já está bem crescido, mesmo que isso doa, para vermos depois o jardim florescer.

E se formos pensar, nem dói tanto assim. Dói mais é o tempo que foi perdido regando uma árvore que não vai lhe dar o privilégio da sombra, não vai lhe presentear com flores e já rendeu os frutos que tinham de ser colhidos.

Abram as janelas da alma e arejem seus corações. Novos ares virão, novos amores, novas paixões. A vida se renova cada vez que nos tornamos disponível as mudanças.

Permita-se...

domingo, 2 de setembro de 2012

O QUE É O AMOR?




Um dia desses durante uma conversa animada com minha turma do Curso de Historia da Arte sobre a visão particular de cada um sobre diversos assuntos, falamos sobre o amor. Surpreendeu-me uma definição lógica, simples e real sobre esse sentimento tão complexo e efêmero.

Quando eu digo “eu te amo” na verdade eu não estou dizendo que amo a pessoa que tu és e sim que amo a maneira como me sinto estando ao teu lado.

Vamos dissecar essa afirmação: Amar alguém é amar o que nos tornarmos quando estamos junto com essa pessoa. Por isso é compreensível amarmos varias pessoa ao mesmo tempo. 

Porque varias pessoas podem te transmitir a mesma sensação de bem estar e tranquilidade que faz parte do sentimento amor.
Posso dizer que amo minhas amigas, meus amigos, meu cachorro, meus filhos, enfim, amo tudo o que me faz sentir bem.

Então concluo que o amor não termina o que termina e o prazer de estar com aquela determinada pessoa. Quando ela não te agrega mais nada ou mais nenhum sentimento de bem estar, quando ela não acrescenta mais vida a tua vida achamos que amor acabou.  Mas ele não acabou ele vive dentro de nós esperando para ser dividido por quem o valorize e o alimente.

De uns tempos para cá eu venho tentando encontrar o amor em varias coisas e de certa forma venho conseguindo. A música sempre foi uma paixão para mim. Depois venho à fotografia que preencheu vários espaços vazios. Meus livros, meus filhos, minha casa, minha família, e eu mesma. Sim, eu mesma. Porque é preciso acima de tudo amar-se. 

Isso vai de encontro a celebre frase do poeta Vinicius de Moraes, que diz que é impossível ser feliz sozinho.
Levando por esse lado, eu discordo totalmente. E jamais pensei que iria discordar um dia do Vinicius. Sempre é tempo de revermos nossos conceitos e preconceitos.

Para sermos felizes não precisamos necessariamente estar ligados a alguém. Precisamos sim estar conectados as mesmas emoções. Claro que tudo isso é em relação ao campo espiritual, no campo físico as coisas são um pouco mais complicadas.

Mas já ajuda bastante a separar a questão sexo do amor, coisa que durante algum tempo eu achava impossível. Mas isso é assunto para um próximo texto.

Se eu soubesse que era tão bom envelhecer! Que seria tão mais esclarecedor e que descomplicar seria o verbo em questão juro que queria ter envelhecido mais rápido.  Vejo tanta gente marcando passo numa adolescência infinita que chega a dar pena.

De repente tanta coisa fica clara, assim, de uma hora pra outra, numa conversa animada, regada a bom vinho, no meio de uma aula de historia da arte.

Ah! A vida e suas pequenas curvas, declives e ruelas, sempre me surpreendendo.
Graças a Deus!!!!!