domingo, 26 de agosto de 2012

DO QUE SÃO FEITOS OS SEUS SONHOS?



Sonhar é bom e ninguém duvida disso. Mas queria fazer um alerta com relação à qualidade de nossos sonhos. Há uma grande possibilidade deles se realizarem um dia. Principalmente se tivermos determinação e decidirmos que é isso que realmente queremos.

Então levando em consideração que seus sonhos um dia podem se realizar anote essas pequenas dicas.

Sonhe sonhos coloridos, sonhos arejados, sonhos quentes, sonhos completos.
Sonhe sonhos com asas, com música, com cheiro.
Sonhe sonhos com janelas, com portas sem chaves e sem trancas.
Sonhe sonhos autossustentáveis, sonhos que te alimentem a alma e alegrem teu coração.
Sonhe sonhos possíveis de “ressonhar”, de refazer, de reverter.
Sonhe sonhos abertos, sonhos compartilháveis.
Sonhe os seus próprios sonhos e nunca os sonhos dos outros.
Permita que outras pessoas façam parte dos seus sonhos, mas nunca que se apoderem deles.
Sonhe sonhos sem paredes, sem muros, sem grades e cercas. Assim se um dia você descobrir que está no sonho errado, ou que não era bem isso que você tinha sonhado, corra!

Sonhos sem portas e sem janelas nos tornam prisioneiros de nos mesmos.

Podemos imaginar como seria um sonho no seu começo, mas nunca saberemos como terminara antes do tempo certo. Todo sonho pode virar pesadelo se for um sonho mal sonhado. Por isso planeje bem os seus sonhos e tenha sempre uma rota de fuga.

A felicidade é um sonho. Mas realizar um sonho não é certeza de felicidade...

sábado, 25 de agosto de 2012

DO QUE VOCÊ PRECISA PARA SER FELIZ?




Já falamos muito aqui sobre felicidade, alias, é tudo que se quer hoje em dia: felicidade e paixão.

As duas coisas estão diretamente interligadas. Eu por exemplo não consigo me sentir feliz se não estiver apaixonada por alguma coisa. Preciso me apaixonar todos os dias quando acordo pela manhã para que esse dia valha à pena. Pode ser por uma música, um livro, uma situação, uma lembrança, um novo projeto, uma pessoa, duas... ou por mim mesma. Preciso ter aquele friozinho na barriga, sentir o coração bater forte, sentir aquela vontade doida de rir sozinha. Essa sensação me faz feliz. Sou viciada nisso.

Mas existem outras coisinhas que nos fazem feliz também. Poder dormir até tarde ou levantar cedinho para ver o sol nascer. Dormir cedo ou ficar até de madrugada vendo filme na TV. Comer sorvete até enjoar ou subir na balança e descobrir que perdeu alguns quilinhos. Olhar fotos antigas ou conhecer gente nova. Andar descalça na beira da praia ou comprar um novo par de sapatos maravilhosos. Encher a casa de amigos ou curtir o silêncio da casa vazia. Conversar com aquela pessoa especial durante horas ou descobrir tudo sobre ela só pelo olhar. Dar um abraço apertado em quem a gente quer bem ou descobrir que vivemos muito melhor sem aquela pessoa que não nos fazia tão bem assim.

Felicidade é um sentimento único, mas a maneira de encontrá-la é diferente para cada um de nós. O que me faz feliz, pode ser sem importância para outra pessoa e vice-versa. Uns precisam de muito, outros de muito pouco, alguns de quase nada para serem felizes. Até porque a felicidade é uma coisa que se conquista diariamente, então é melhor encontrá-la nas pequenas coisas, porque assim fica mais fácil. Precisar de muito para ser feliz é precisar de muito todos os dias. Sim, porque eu quero ser feliz todos os dias. Nem sempre consigo, mas continuo querendo.

Algumas coisas que acontecem na vida da gente nos trazem um grau de felicidade interminável. O nascimento de um filho por exemplo. Filho é felicidade sem fim. Eles dão trabalho, mas dão tantas alegrias que compensa.

Um amor também traz felicidade, mas leva embora grande parte dela quando termina. Por isso prefiro só me apaixonar. A Paixão quando passa... passa e passou. Não leva nada junto com ela. Muito pelo contrario, acaba deixando muita coisa de recordação.

Independente de tudo isso o importante é ser feliz sempre. Sem medo. Buscar a felicidade sabendo que ela vai acabar. E que quando acabar vamos ter que buscar novamente. Sonhar com uma felicidade sem fim é uma ótima desculpa para passar a vida num imenso vazio. Vazio de quem não tem coragem de arriscar. Descubra do que você precisa para ser feliz, e seja. De preferência hoje e amanhã também.

Felicidade é como remédio. Precisamos tomar uma dose todos os dias. Se um dia ficarmos sem, compensamos no outro. E quando o frasco ficar vazio, saímos correndo e buscamos mais. E assim segue a vida. O bom da felicidade é que sabendo onde encontrar, ela nunca vai nos faltar.

Posso até te dar uma dica: A felicidade está em todos os lugares. A gente é que tem mania de andar com os olhos fechados.

domingo, 19 de agosto de 2012

ENTREGO-ME



Entrego meu coração para quem o tire do ritmo. Entrego minha alma para quem a faça levitar. Desfaço-me da razão em troca de uma insanidade compartilhada.

Desamarro meus nós em troca de fortes laços. Dou minha mão para quem tiver força para segura-la sem que me faça sentir presa.

Divido meu ar com aquele que me fizer suspirar. Andarei de olhos fechados ao lado de quem ilumine meu caminho.

Serei fiel a quem respeitar minha essência.
Serei leal a quem entender minha alma.

Darei amor a quem não me fizer sentir dor. Defenderei aquele que não me julgar fraca. Descansarei meu corpo ao lado de quem me fizer sentir forte.

Serei amorosa com quem me fizer sonhar.
Serei grata com aquele que sonhar os meus sonhos.

Darei de comer para quem matar minha sede. Darei de beber para quem matar minha fome.

Abastecerei de sorrisos aquele que enxugar minhas lagrimas.
Aquecerei as noites frias de inverno daquele que for o sol dos meus dias nublados.

Amarei incondicionalmente aquele que me amar sem impor nenhuma condição.
E serei uma pessoa melhor a cada dia em troca de poder ser eu mesma sempre...

ESTOU DE VOLTA!!!



Eis que minha inspiração voltou!
Voltou. Assim do nada. Sem aviso, sem dar pisca, sem ruídos, simplesmente surgiu.
Não sei o que aconteceu, mas seja lá o que for está sendo ótimo.
Andava meio sem vontade, sem animo, sem luz. Mas de uma hora pra outra, uma folha branca e uma caneta me pareceram tão cheias de possibilidades...
Como os poetas que escrevem melhor quando estavam amando, ou sofrendo por amor, talvez eu esteja transitando por alguma dessas minhas fases típicas dos Geminianos.
O estranho é que ainda não consegui identificar de onde vem esse cheirinho de coisa nova, não descobri de onde vem esse ventinho que está me dando arrepios.
Vou prestar mais atenção ao redor, pois minha inspiração deve estar por aí me espiando por detrás de alguma árvore...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

INSPIRAÇÃO PERDIDA




Anda bem difícil  minha relação com a inspiração! Não sei por que ela anda de mal comigo. Éramos tão amigas, andávamos de mãos dadas pela rua. Em cada esquina era uma historia diferente para contar, e agora... Sem assunto!

Já acendi velas, incenso, tomei banho de ervas, fiz ioga e nada da tal inspiração voltar. Estava até pensando em ligar para uma cartomante, daquelas que traz seu amor de volta em três dias.

Passo os dias em frente ao computador traçando linhas imaginarias que não me levam a lugar nenhum. Escrevo, apago, reescrevo; e jogo na lixeira! Nenhum filme, nenhuma música, nenhuma história, nenhum acontecimento. Nada disso me traz de volta a inspiração perdida.

Essa sensação de abandono me deixa muito desconfortável, alguma coisa deve estar errada. Uma vida sem inspiração é uma vida mal vivida. Onde anda aquele brilho no olhar, aquele friozinho na barriga, aquela gargalhada fácil e farta. A minha inspiração além de fugir levou consigo todos os meus tesouros. Isso está me parecendo àqueles casos em que o marido sai para comprar cigarros e não volta nunca mais.

Será que ela fugiu ou foi sequestrada por algum mau feitor? Será? Pode ser que sim...
Levando em consideração o vinculo que tínhamos, ela jamais me abandonaria. Então é certo que foi sequestrada. Mas é o resgate? Ninguém vai pedir resgate? Ninguém vai me dar uma chance de reaver minha amiga inspiração e junto com ela todo o mais que anda me fazendo falta?

E que tipo de pessoa rouba assim a inspiração dos outros? Será que eu estava dormindo quando esse bandido roubou de mim meus pequenos sopros de vida? Ou será que sem perceber deixei que isso acontecesse. Talvez eu tenha me distraído, deixado a porta aberta ou coisa assim.

Às vezes essas coisas acontecem. Sem percebermos permitimos que alguém entre em nossas vidas e confisque nossa alma, nossas inspirações, nossa alegria. Talvez ele até tenha deixado algo em troca. Como a fada dos dentes que leva os dentes e deixa uma moeda. Pois eu quero meus dentes de volta, nem que para isso tenha que devolver todas as moedas do mundo.

Tem um pedaço de mim andando solto por aí e eu quero ele de volta. Se você o vir, por favor, entre em contato. Procuro por uma menininha de mais ou menos uns seis anos, risonha, com um olhar sapeca, falante e de olhos inquietos. Mãozinhas pequenas que tudo querem pegar, pezinhos saltitantes calçando um par de sapatos vermelhos brilhantes como os do Magico de Oz.

Caso você a encontre por aí ela atende pelo nome de Inspiração. Manda ela de volta para casa que tem alguém aqui com muitas saudades dela.


 Texto exibido em 17/06/2011

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

VOANDO ALTO





SE NÃO FOR PRA ME FAZER VOAR BEM ALTO, POR FAVOR, NEM ME FAÇA TIRAR OS PÉS DO CHÃO

Li essa frase outro dia no orkut de uma amiga e confesso que parei para pensar no quanto exigentes nós somos no que diz respeito ao que queremos de uma relação.

Queremos alguém que nos faça voar alto, mas morremos de medo de altura. Queremos tirar os pés do chão sem nos livrarmos do peso que carregamos das relações anteriores.
É muito fácil cobrar atitudes e posicionamento das pessoas. Mas e nós? O que nós fazemos para facilitar esse voo? Ficamos sentados no sofá esperando o telefone tocar? Passamos a tarde toda on-line no MSN esperando ele entrar? Mandamos e-mails cifrados esperando que ele descifre? Passamos horas pensando se ele vai adivinhar nossos pensamentos?

Tá certo que as conveções sociais e morais determinam que não podemos sair por aí dando mole para todo mundo. Mas e se ele não for todo mundo? E se ele for especial? Quem disse que uma pessoa especial tem que ser perfeita e ficar conosco até que a morte nos separe?

Gente, o principe encantado não existe há muito tempo! Cinderela ficou com o ultimo. 

Alguém já parou para pensar que os homens também ficam confusos? E com medo às vezes. Afinal de contas, como agradar uma mulher que não se contenta com menos do que um vôo e   ainda por cima bem alto. Ele pode ser uma pessoa legal, mas pode ser que só consiga te levantar um pouquinho do chão.

E quem garante que esse pouquinho não será  "o máximo"?

Temos que dar chance para a felicidade sempre.
Tudo bem... somos lindas, maravilhosas, interessantes, independentes, mas não somos perfeitas. Vamos tirar as máscaras. Criem coragem e digam o que querem. A vida já é tão complicada, vamos facilitar um pouco. Seja direta e objetiva. Diga: Te quero!!! 

É simples assim. E te garanto que ele vai levar um susto, por saber que existe alguém que não faz historia de fadinha e que não espera que ele seja um super heroi.
Ninguém é feliz para sempre. A felicidade é um sentimento momentâneo. Pode durar um dia, uma semana, um mês, mas acaba. E quando acaba a gente vai lá e pega ela novamente. A vida é uma eterna caçada em busca da felicidade. 
E se tu acha que ele pode te fazer feliz, não importa se vai ser um voo ou só um pulinho. O que importa é que vai acontecer. E quando nessa vida maluca, conseguimos fazer as coisas acontecerem, isso sim é uma sensação maravilhosa.

Quer voar alto? Faça isso com suas próprias asas.Temos que nos livrar dessa mania de achar que para sermos felizes precisamos de um co-piloto. Ok co-piloto dá segurança. Mas um bom controlador de vôo que saiba te dar a direção certa  e que vai estar sempre lá quando tu precisar fazer um pouso seguro, ajuda bastante.

A felicidade mora dentro de nós mesmos e para chegar lá não precisamos voar.
Não delegue a responsabilidade de te fazer feliz a ninguém. 

E quanto aquela frase, vamos alterar a historia um pouco e escrever assim daqui para frente:

GOSTO DE VOAR BEM ALTO.SE TIVER CORAGEM VEM COMIGO E TE MOSTRO COMO É.

O destino adora ser desafiado, e os homens também.


Texto exibido em 04/11/2009

terça-feira, 7 de agosto de 2012

HOMEM TEM QUE TER PEGADA



Mulher gosta de homem bonito? Gosta. Mulher gosta de homem rico? Com certeza. Mas o que mulher gosta mesmo é de homem com pegada.

Não, não estou me referindo àqueles rastros que nossos pés deixam no chão, nem das provas encontradas geralmente pelos detetives nos filmes policiais. Pegada é o jeito que o homem pega a mulher, quase sempre alguns segundos antes de colar seus lábios aos nossos.

A busca por essa pegada perfeita é um dos grandes desafios dos tempos modernos. É preciso que haja um equilíbrio mágico entre sensualidade e agressividade, um mix composto por uma dose de homem das cavernas e outra de intelectual francês. O amante latino com pós-graduação em Harvard. Sabe como é?

A pegada a que me refiro aqui pode até ser romântica, mas tem que ter um toque Neandertal. É como a teoria do aperto de mão: no mundo dos negócios ninguém respeita o homem com aperto de mão fraquinho, sem jeito. Significa falta de personalidade. No amor é a mesma coisa: mulher não gosta de ver homem fazendo biquinho para beijá-la. Mulher gosta de ver o coração batendo nos olhos do cara, sentir a respiração dele.

O homem que tem pegada é um perigo. Um prenúncio de que na cama ele deve ser uma loucura. Daqueles que te pega de jeito, te empurra contra a parede, levanta tua saia enquanto morde o teu pescoço e com a outra mão já enreda os dedos nos teus cabelos puxa tua cabeça para trás... e por aí vai!

Essa história de pegada tem muito a ver com a atitude. Como dizem por aí, é uma questão de jeito, não de força. 

Talvez algumas mulheres não concordem comigo, mas homem nunca pode ser 100% bonzinho. Homem não pode fazer tudo o que a gente pede, nem se pedirmos com jeitinho, sussurrando no ouvido deles e vestidas só de lingerie vermelha. Tem que haver um meio termo, homem bonzinho 24 horas por dia, sete dias por semana, enjoa.

Enjoa, porque nós mulheres temos que viver numa certa tensão emocional para nos mantermos apaixonadas. Temos que ficar na dúvida se o cara vai ligar ou não, se vai nos convidar para jantar ou não. Tudo o que é muito previsível perde a graça. E nada mais sem graça do que um homem sem pegada. Pegou?

Texto exibido em 18/03/2010

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

UMA NOVA PAIXÃO



Eu sempre disse aqui que o segredo do meu bom humor e da minha alegria é o fato de viver apaixonada e me apaixonando sempre.

Nada te dá mais gás que uma nova paixão. Todos sabem o quanto sou louca por música, pela minha família, por mim mesma e pela vida. Mas preciso constantemente adicionar novos ingredientes a essa mistura, e minha ultima paixão é a fotografia.

Isso veio assim de repente... Como se fossemos velhos amigos que há muito tempo não sentavam para conversar. E quando isso aconteceu foi como mágica.

Sempre gostei de fotografia, mas nunca tinha me aprofundado no assunto. Gostava assim, meio que de lado, sem pretensões, mas gostava. Tanto que meu marido me deu de presente uma máquina fotográfica. Foi um presente ótimo, mas ela tinha tantos botões e funções que decidi fazer um curso de fotografia para aprender a manuseá-la corretamente.

E foi aí que me apaixonei.

Talvez também por culpa do meu professor que soube ensinar não só a fotografar, mas também a gostar do resultado e enxergar as possibilidades. Digamos que ele, sem perceber, despertou em mim uma nova paixão que há tempos eu procurava.

Agora não passo um dia sem dar uns clicks. Fotografo tudo. Leio sobre o assunto. Analiso tutoriais na internet. Posto fotos em sites especializados em fotografia. Converso com gente da área. Vou a exposições. Respiro fotografia. Colorida e preto e branco.

Num grupo de fotografia é interessante analisar como varias pessoas conseguem ver a mesma coisa de varias maneiras diferentes. Se levarmos 10 pessoas a um parque e mandarmos fotografar a mesma árvore, nenhuma foto será igual à outra. A árvore é a mesma, mas o modo como ela é vista é diferente para cada um que está ali.

A fotografia é uma expressão muito particular do olhar do fotógrafo. Isso nos ensina que mesmo que cada um enxergue de uma forma diferente, ainda assim teremos a mesma árvore. Cada pessoa vê o seu mundo, os seus problemas, a sua vida de uma forma particularmente sua, e temos que aprender a respeitar esse olhar interior. E mais ainda, devemos analisar outras visões para quem sabe nos questionarmos se estamos vendo tudo que a vida tem para nos mostrar ou se só estamos espiando por um buraquinho...

Texto exibido em 05/05/2010

MULHER PICANHA




Nunca fui muito neurótica com o que diz respeito a peso. Tenho o cuidado de me manter dentro dos parâmetros saudáveis e de preferência no manequim 40. Até conseguiria entrar num jeans 38 se respirar não fosse uma prioridade. Dentro das leis da fisiologia deveria haver uma regra. Assim como depois de uma determinada idade, ninguém cresce mais, poderíamos não engordar mais também. Tudo seria tão mais fácil...

Antes dos 25 anos se prendêssemos a respiração emagrecíamos. Depois dos 35 se respirarmos fundo, engordamos. Sabendo da luta para mantermos o peso ideal te faço a seguinte pergunta:

Que espécie de mulher veste manequim 34?

Que gente é essa? Em que mundo elas vivem? E se vivem, do que se alimentam?
Já vi em muitas lojas roupas a numeração 34/36. Gente é impossível! Um jeans tamanho 34 não entra na minha panturrilha! Imaginem a coxa dessa coitada?

Sim, coitada. Coitadinha mesmo.
A mulher 34/36 não pode ser feliz. Se você convidá-la para jantar, ela não come nem a salada. Se você quiser levá-la ao cinema, ela não come a pipoca. Se for convidada para uma balada, não bebe cerveja e mantém distancia dos sucos de frutas. Se o programa for um simples café, ela fica só com o copinho de água que vem junto. Um final de semana na Serra perde a graça, porque ela não pode comer Fondue de Queijo e muito menos de Chocolate. Vinho então, nem pensar. Ela deve guardar os sapatos dentro da geladeira para não ficar vazia.

E como conseguem sobreviver ao inverno sendo assim tão magrinhas? E não me venha dizer que é coisa de genética. Só se forem parentes do demônio, porque com certeza Deus não fez Eva numa forma 34/36.

Tá certo que aquela gordurinha da cintura, que teima em saltar para fora do meu jeans incomoda um pouco, mas eu prefiro mil vezes isso a nada. E quando digo nada, digo nada mesmo. Nada para pegar, apertar, sovar! Os meninos sabem bem do que estou falando...
Mulher boa e mulher com carne. Não estou advogando em causa própria. Longe de mim. Até porque tenho muitas amigas, conheço muitas mulheres, e posso te assegurar que não há num raio de 500 km uma mulher 34/36 que eu conheça. Se elas existem, não saem de casa com medo de voar com o vento.

Mulher de verdade tem que ter recheio e cobertura. Tem que dar sustância como dizia minha Avó.

Imagina numa noite fria de você tentando esquentar os seus pés num saquinho de osso? Ou seria melhor numa mulher quentinha e fofinha? Que bom! O mundo tem salvação! Temos a maioria dos votos!

Nem por isso vamos cair de boca na feijoada, ou deixar de malhar. Mulher gelatina ninguém merece e mulher melancia é, digamos, um exagero. Seremos então a mulher picanha. Gostosa, saborosa, com uma leve capa de gordura que dá aquele sabor especial.
Isso sim é humanamente aceitável. A maioria dos prazeres da vida se conhece através da boca. Como ficar longe disso em prol de um padrão de beleza inatingível.

Ah! Que delicia vestir manequim 40/42! Deu até fome. E sabe qual o lado bom da fome? Poder comer... hehehe.

Eu sempre usei manequim 38. Mas depois do meu segundo filho passei para o 44 e só consegui me livrar dele depois de muita dieta, ginástica e varias consultas ao Endocrinologista. Se eu dou valor a isso? Claro que sim. Vestir 38 depois de 10 anos usando 44, não tem preço. Mas nada vale mais do que me sentir livre. Hoje alguns quilinhos a mais e entrando num jeans 40 sou muito mais feliz.

Sou uma mulher de verdade, inserida no contexto real, longe do corpo perfeito e muito perto da felicidade. E isso não é sonho. Para ter certeza, é só beliscar. E tem onde... hehehe.

Texto exibido em 09/07/2010

domingo, 5 de agosto de 2012

GENTE É UM BICHO CHEIO DE MANIAS



Acho que por isso a convivência se torna tão difícil às vezes entre as pessoas. Eu particularmente não aguento metade das minhas manias, imagina então ter que conviver com as minhas e as dos outros também.

Quando conhecemos alguém essa pessoa deveria vir com um memorial descritivo. Nele constariam todas as manias, defeitos e de preferência os remédios e antídotos. Remédio pra curas as manias velhas e antídoto para não adquirir novas.

Eu tenho mania de meia. Adora meias! Ando sempre de meias em casa no inverno e no verão. A primeira coisa que faço quando acordo é vestir um par de meias. Tenho muitas meias, das brancas às coloridas. Todas arrumadinhas em uma gaveta separadas por cor e dobradas em formato de bolinha. Mania...

Tenho mania de responder meus e-mails só uma vez por semana. Recebo vários e respondo todos de uma só vez, mas só no final de semana. Parece chato, mas é melhor que não responder. Mania que não muda...

Com o tempo acabamos adquirindo muitas manias das pessoas com quem convivemos e essa é uma maneira de conhecermos melhor a nós mesmo. Até porque só prestamos atenção nas manias quando elas são dos outros.

Eu tenho mania de dormir com um copo de água do lado da cama para beber de madrugada. Meu marido que nem gosta muito de água, tem lá um copinho do lado dele da cama também. Mania adquirida...

Ele tem mania de fechar janelas e eu de abrir. Eu tenho mania de dormir de edredom no inverno e no verão. E ele só no inverno.

Eu tenho mania de ouvir musica bem alto. Ele, a televisão. Eu tenho mania de falar na hora que ele esta prestando atenção no noticiário. Ele de não falar comigo às vezes.

Ele tem mania de achar que eu não dirijo bem. Eu tenho mania de achar que se não amassou e se ninguém morreu tá legal assim... Ele tem mania de achar que sou teimosa. E eu mania de querer as coisas sempre do meu jeito.

Eu tenho mania de dar comidinhas diferentes para ele provar. Ele de dizer que não gosta antes mesmo de provar.

Ele tem mania de dormir tarde, eu de acordar cedo. Ele tem mania de bagunçar e eu de organizar. Eu tenho mania de falar sozinha e ele de achar que eu sou doida.

Tenho mania de ficar pensando na frente da geladeira com a porta aberta e ele de ligar o chuveiro meia hora antes de entrar no banho.

Sem contar a mania que eu tenho de roubar o biscoitinho que vem junto com o café da cafeteria. Ele odeia quando eu faço isso. Como o meu e o dele. Sempre!

Tem uma mania que ele odeia: Quando não sobra troco. Cá entre nós... sempre sobra, mas ele nunca vê a cor do dinheiro. Essa é minha pior mania na opinião dele. Tenho mania de guardar o dinheiro dele pra mim... Gente não dá pra controlar, é mais forte que eu.

Mas se formos colocar tudo isso numa balança, ficamos empatados, pois uma mania completa a outra. O que seria da bagunça se não fosse a organização? E como seria sem graça uma noite inteira sem alguém puxando minhas cobertas. E o tal biscoitinho que ele nem gosta...ia acabar indo fora mesmo.

Parece simples, mas não é. Tentar sobrepor as virtudes aos defeitos e aceitar as diferenças não é uma tarefa muito fácil. Mas quem disse que viver e conviver seria fácil. Pra mim é. Mas é que eu tenho mania de achar que tudo vale a pena. 

Texto exibido em 02/11/2009

O DIA EM QUE EU VOEI


Ainda contando sobre as aventuras das férias, preciso dizer que o tal passeio de Barco em Torres não foi minha única maluquice radical. Depois de ter sobrevivido ao alto Mar resolvi me aventurar no céu azul.

Gente... Eu voei!!! Não... Eu não bebi nada, nem fumei. Eu voei mesmo. De cara limpa.

E agora eu entendo quando a gente diz que a paixão faz a gente levitar. Voar é uma sensação indescritível.

Voei de Paramotor. Uma espécie de Paraglider com motor que não precisa de vento para voar. Um vôo de quinze minutos que valeu por uma vida. Registrei em foto e em vídeo cada um dos minutos que passei lá em cima. Confesso que senti um pouco de medo, mas eu queria muito e tinha de ir. Não tive medo da altura, meu medo era que algo desse errado. Mas deu tudo certo.

Havia mais ou menos umas cinco pessoas na minha frente. Gente o suficiente para me dar tempo de desistir. O vôo teria a duração de quinze minutos. Achei que era até tempo demais. Acompanhei o vôo de todos os meus antecessores e ainda conversei com uma senhora que devia ter os seus mais de 50 anos que me contou que era o seu terceiro vôo e que eu ira adorar.

Quando chegou a minha vez foi tudo tão rápido que quando eu vi já estava cheia de cordas, roldanas e fivelas em volta do corpo, o que me deu uma sensação de que cair eu não cairia. Pelo menos não sozinha, Claudio cairia comigo. Claudio era o meu piloto acompanhante (sim, foi um vôo duplo). Depois de tudo pronto fiquei  esperando para ser engatada no Claudio que acabara de chegar de outro vôo. Perguntei para ele se não queria descansar um pouco ou beber uma água? E nesse meio tempo eu já estava presa a ele e sendo empurrada Morro do Farol abaixo.

A saída foi tão rápida que quase me esqueci de pegar a maquina fotográfica. Acho que eles me amarraram e me jogaram lá de cima antes que eu desistisse. Quando eu respirei já estava a vários metros de altura. Uma sensação indescritível. Nem vento tem lá em cima. Não tem barulho, não tem nada. Só eu e aquele mar imenso aos meus pés. Foi fantástico ver tudo o que eu vi lá de cima.

Nos primeiros minutos, meus movimentos eram pequenos e controlados, mas depois me senti a vontade e me soltei. Fotografei, filmei, abri os braços como o Super Homem. Brinquei como criança. O meu companheiro de vôo se divertia com a minha alegria e me deu boas dicas para as fotos que eu estava tirando. Fez até um rasante para que eu fotografasse as esculturas de areia na beira da praia. Mas fez uma vez só porque eu gritei tanto que ele deve ter ficado surdo.

Os quinze minutos que pareciam intermináveis enquanto eu estava esperando a minha vez, passaram tão rápido que quase não senti. Alias, foi uma pena não ter colocado meu MP3. Para mim que não vivo sem musica, pequei por não ter trazido minha trilha sonora.

Na chegada minha adrenalina estava a mil. Cheguei em terra firme gritando: _Eu voltei, eu voltei!! As pessoas que estavam em volta riram e até aplaudiram. Um mico, como disse a minha filha. Por mim podia ser até um gorila. Nada me tiraria daquele tranze mágico.

Meu marido e meus filhos queriam saber como tinha sido, e eu não conseguia explicar, não me vinham palavras à boca. Era realmente uma sensação inenarrável.

Minha filha de 11 anos empolgada com meu retorno correu para se afivelar e foi voar logo depois de mim. Na volta nos abraçamos e com um olhar de cumplicidade muitas palavras foram ditas no mais profundo silencio. Nos duas não sabíamos como dizer, mas sabíamos exatamente o que a outra estava sentindo. Quem não voou ficou de fora da conversa.

A sorte foi que voltamos para Porto Alegre no outro dia, porque eu já estava procurando na internet informações sobre descida de rapel da Pedra da Guarita.

Eduardo chamou as crianças e disse: _ Vamos voltar para casa antes que a mãe de vocês resolva fazer mais alguma maluquice.

2010 promete...

Texto exibido em 13/02/2010

EM ALTO MAR




Superação.

Essa foi à palavra de ordem nessas férias.

Quem me conhece sabe o quanto eu tenho pavor de água. Exceto a água servida em copo e em garrafas, ou aquela que sai do chuveiro e, às vezes, aquela bem morninha da banheira (não muito cheia), do resto eu mantenho distância.

Pois é. Andei de barco em Alto Mar.

Água por todos os lados. Água funda. Água que balançava o barco. Água salgada, molhada, e linda.

Tirando essa água toda e o pavor inicial, foi um passeio fantástico.

Ninguém acreditou quando eu falei que queria andar de barco. Todos me olharam como se eu estivesse doente ou doida. Nem me levaram a sério. Só acreditaram quando entrei na fila para comprar o ingresso.

Entrei tremendo de medo. Medo que aumentou quando os saquinhos para enjôo foram distribuídos. Contei e recontei os coletes salva vidas disponíveis chegando a conclusão de que haviam dois para cada um dos tripulantes. Éramos mais ou menos umas trinta pessoas e tinham quatro botes salva-vidas em caso de naufrágio. A matemática estava ao meu favor.

Nessas horas não podemos demonstrar medo, porque sempre tem um engraçadinho para contar uma historia que aconteceu com alguém para te por mais medo ainda.

O passeio durou uma hora que foi dividida em cinco minutos de pavor, dez de medo extremo, trinta de encantamento e quinze de alivio. Tirei muitas fotos. Tinha que guardar esse momento na memória de todas as formas, pois nem eu acreditava no que eu estava fazendo.

Não perdi o medo do Mar, e acho que isso nunca vai acontecer, mas hoje eu mostrei para “ele” que se tiver que peitá-lo, eu peito.

Não é proibido sentir medo nessa vida. Proibido é deixar que o medo nos impeça de viver.

Resolvi fazer uma listinha das coisas que tenho medo de fazer ou de deixar acontecer e vou tentar eliminar o máximo de itens possíveis. Resolvi que vou me arriscar mais e conseqüentemente vou viver com mais intensidade. Sem garantia nenhuma de felicidade, mas com total certeza de satisfação. Afinal de contas não tem nada melhor que vencer um medo.

O medo é necessário para impor limites as nossas vidas. E os limites foram feitos para serem ultrapassados. Afinal de contas quem obedece todas as regras perde toda a diversão.

Texto exibido em 08/02/2010 

EU NÃO SEI FAZER MALA PEQUENA



Gente... eu tenho um problema!!! Alias, eu não sou normal! Muita gente já me disse isso e eu achava que era brincadeira, mas estou começando a acreditar.

Estava eu bem feliz e contente me preparando para uma semana de férias na praia. Comprei algumas coisinhas que estavam faltando, mandei lavar o que não estava tão limpinho, separei algumas roupas para passar, enfim, estava tudo indo bem, ate que chegou à hora de fazer as malas.

Não adianta. Se for para ficar um mês eu carrego duas malas cheias. Se for para ficar quinze dias, são as mesmas duas malas. Agora é uma semana, seis dias na verdade, e eu estou no maior dilema. Meu marido me deu uma sacola de viagem medindo exatos 60 cm X 45 cm e disse que só posso levar o que couber ali... Putz! Surtei....

Como assim? E se chover? E se esfriar? E se formos jantar num lugar legal? Não posso ir de chinelo. E se for almoçar num lugar e jantar em outro diferente? Vou ter que usar a mesma roupa? Não... nananinanão.... eu não...nunquinha! Sou uma mulher prevenida, nada me pega de surpresa. Faço até uma planilha com a previsão do tempo estendida e baseada nisso organizo um comparativo das opções de roupas que posso levar.

Eu sei que tem coisas que eu levo nas viagens que nem saem de dentro da mala, mas eu não consigo controlar. É mais forte que eu. Minhas malas são um misto de Mary Poppins e Magaiver. Tem de tudo. Já salvei a vida de uma vizinha numas férias em Tramandaí, porque ela precisava de uma chave de fenda Philips.
Eu tinha uma na minha mala. Sempre carrego um kit por causa do computador.

Para os homens fazer uma mala é tarefa simples. Um par de tênis, um chinelo, duas bermudas e meia dúzia de camisetas, um boné, meias e cuecas. Não precisa mais nada. E se precisar eles acham na nossa mala. É sempre assim.

Tá certo que meu marido tem razão: Eu sou um pouco exagerada mesmo! Mas seguro morreu de velho. É melhor prevenir do que remediar. E sempre prefiro pecar pelo excesso e não pela falta. Mas nenhuma dessas frases de efeito funciona com ele. Implacável esse ano ele sentenciou: Uma mala para cada um! Tipo regra de companhia aérea. Nosso lema esse ano é: Abaixo o excesso de bagagem. Quer dizer, lema dele, não meu.

Chorei, me descabelei, fiz beiçinho e não adiantou. A sacola de viagem (preta) está lá me esperando.

Eu não sei fazer mala pequena. Nunca soube, entrei até numa comunidade no Orkut com mais de 40.000 membros que fala exatamente sobre isso.

Mas eu tive uma idéia que talvez resolva tudo. Vou colocar dentro da tal sacola de viagem um par de chinelos, a parte de baixo do meu biquíni, protetor solar, chapéu e um óculos. Nada mais alem disso. E vou andar só com isso durante seis dias na praia. Conhecendo meu marido como conheço, e lá se vão vinte anos, tenho certeza que minhas duas malas estarão na porta antes que eu pronuncie a palavra topless.

Não vou ser tão inflexível também, prometo levar uma mala só dessa vez.
E uma sacola menor com os meus sapatos. Pronto.
Ah!  E a nécessaire com os meus creminhos.
E uma bolsinha com chapinha, babyliss, secador de cabelo, essas coisas.
E a mochila com meu computador, claro! Isso é básico.

Será que não vai faltar nada?  É melhor levar um casaquinho também, pode esfriar a noite.
Bom, serão seis noites... então vamos fazer as contas...acho que seis casaquinhos dá.
Aff...

Texto exibido em 29/01/2010

SEM NOÇÃO E SEM GPS



Desdo dia em que eu tirei minha carteira de motorista os postos de gasolina da cidade estão mais ricos.

Se uma pessoa normal, eu disse normal quer dizer que estou fora desse grupo, gasta meio tanque de gasolina em uma semana de idas e vindas, eu gasto o mesmo em dois dias.

Tenho uma enorme dificuldade de localização. Às vezes tenho vontade de estacionar o carro e pegar um taxi para chegar mais rápido. É tanta rua que só sobe e outras tantas que só descem que fica difícil saber em qual entrar para chegar do outro lado da rua.

E nem mapa ajuda, porque lá não mostra a direção das ruas, e mesmo que me mostrasse teria que comprar um mapa por semana porque a EPTC vive alterando a mão das vias. Já vi gente dormir na mão e acordar na contramão.

Teve uma vez que acabei seguindo um ônibus para descobrir como sair de um lugar que eu nunca tinha visto antes dentro da minha própria cidade. Sem contar quando dei três voltas na mesma quadra tentando achar a rua que me daria acesso ao cruzamento. Eu ria sozinha dentro do carro com aquela impressão de: Acho que já passei por aqui antes....

Já pensei em comprar um GPS, mas não achei nenhum que tivesse voz de mulher. A sim...porque homem  me dando ordens na direção já basta o meu marido.

Mas já estou bem melhor, antes eu demorava uns 15 segundos para processar qual era à esquerda e qual era à direita. Agora já faço isso em cinco.
Tirando isso sou uma ótima motorista. Sem nenhuma multa, sem nenhum arranhão, sem nenhuma morte... Currículo limpinho. Só não me manda estacionar. Odeio estacionar. Adoro garagem com manobrista. Alias deviam existir os Personal Manobrista Tabajara. Eu compraria um pra levar no porta-malas sempre.

Mas isso é uma característica da minha personalidade. Eu realmente não sei ficar estacionada. A simples idéia de estacionar me arrepia. Quero sempre estar em movimento. Descobrindo ruas, retornos, conversões e desvios. Às vezes também não sei se vou pra direita ou pra esquerda. E muitas vezes já tive vontade de parar tudo e pedir para alguém me levar pela mão porque estava meio perdida.

Na vida já levei algumas multas, já fiz alguns arranhões, mas estou longe da perda total. Continuo rindo de mim mesma e das minhas trapalhadas. Mas no final sempre volto para casa e estaciono na minha garagem direitinho. Esse é o único lugar onde consigo estacionar sem problemas. Acho que é uma questão se segurança. Aquele alivio que a gente sente quando roda, roda e acaba chegando bem em casa. Fecha o carro, liga o alarme e diz: Ufa!

Posso ser meio sem noção, mas sei muito bem até onde posso ir.

Texto exibido em 29/12/2009

EU QUERIA SER A CHAPEUZINHO VERMELHO



Quando eu era pequena, assim como todas as outras meninas, adorava as historias de princesas e fadas. Sempre me imaginava como sendo uma delas, casando com um príncipe encantado e sendo feliz para sempre.

A gente acaba crescendo e mudando muito a visão das coisas.

Hoje em dia eu não me imagino como a Branca de Neve por exemplo. Cuidar de dois filhos já não é fácil, imagina então de sete anões. E bem capaz que eu iria comer uma maça sem lavar antes com esse monte de agrotóxico que existe. E o tal príncipe que demorou tanto pra chegar que a coitadinha já estava quase morta. Se fosse comigo já tinha levado um pé na bunda.

E a Cinderela então. Tão alienada que nem conhecia os seus direitos trabalhistas. Trabalhava de empregada doméstica, não recebia nada e não tinha nem direito a folga. Hoje em dia fada madrinha se chama cartão de credito. E convenhamos, é bem melhor ir ao baile de Taxi do que numa abobora. Sem contar a dor nos pés com o tal sapatinho de cristal. Impossível de imaginar caminhar ou dançar usando um sapato de vidro. Talvez por isso ela tenha saído da festa antes da meia noite e deixando o sapato para trás.

Não vou nem falar da Rapunzel... Em épocas de Escova Progressiva e Mega Hair, príncipe nenhum, por mais lindo que fosse, iria subir numa torre agarrado nos meus cabelos.

E a Bela Adormecida! Imagina isso! Acordada já é difícil de conseguir alguém. Só em conto de fadas que um príncipe ia te achar enquanto tu estas lá dormindo.

Eu gosto mesmo é da Chapeuzinho Vermelho. Essa sim é das minhas. Andava sozinha por aí, com a desculpa que ia visitar a vovózinha. Sabia se vestir muito melhor que as suas amigas da realeza e comia doces sem culpa. Sem contar que o Lobo Mau vivia correndo atrás dela. Quer coisa melhor que isso.

Prefiro mil vezes me perder na floresta fugindo do Lobo Mau do que ficar numa torre esperando alguém vestido com uma roupa esquisita vir me salvar num cavalo branco.

Agora imagina como devem estar nossas princesas depois do ‘’Felizes para Sempre’’? Provavelmente continuam usando aqueles vestidos compridos até os pés, morando em um castelo enorme e gelado com um Príncipe que já deve estar até ficando barrigudo.

Enquanto isso nossa querida Chapeuzinho continua usando sua minissaia vermelha ultra-fashion e frequentando as Raves da floresta na carona de uma Harley Davidson guiada pelo Lobo Mau, que por sinal é bem bonitinho.

Essa menina é das minhas com certeza. Uma salva de palmas para a Chapeuzinho!

Eu já disse para vocês varias vezes aqui que príncipe encantado não existe mais, então queridas amigas, o negocio é investir no Lobo Mau. Mas por favor, não vão querer conquistar o coitadinho para transformar ele num cordeirinho. Não façam isso se não a historia vai perder toda a graça.

Texto exibido em 16/12/2009