domingo, 7 de outubro de 2012

ESPERANÇA E ALEGRIA



Nesse sábado fui acordada por um barulho que vinha da rua. Muitos sorrisos e gargalhadas. Uma coisa bem gostosa de ouvir. Eram crianças sorrindo.

Levantei preparei uma xícara de café e fui levada até a janela pelo insistente riso que vinha da rua e preenchia a casa toda. Peguei a câmera, que por força do habito está sempre à mão, e fotografei a cena.

A foto acima ilustra bem o que eu vi. Duas meninas que brincavam alegremente em meio as arvores num agradável sol matinal que iluminava docemente as folhas das arvores, revelando varias nuances de verde. Elas tinham um riso solto e uma energia invejável. Uma cena bucólica e ao mesmo tempo saudosista.

Vamos chamar essas duas fadinhas de Esperança e Alegria.

Esperança e Alegria, dois sentimentos que nascem conosco e nos acompanham pela vida toda. Às vezes em proporções diminutas em relação a outros sentimentos mais pesados e desnecessários a nossa e existência.

Quando, e em que momento essas fadinhas deixam de fazer parte de nossas vidas? Quando permitimos que se escasseiem os risos soltos e os olhinhos brilhantes.

Se realmente a alma não envelhece, temos que concordar que nossa alma é uma dessas meninas ativas, arteiras, barulhentas e felizes que vemos aqui e ali. Em que momento da vida então elas tornam-se invisíveis aos nossos olhos. Sim, porque eu vejo muita gente com alma pesada, velha, dura e rabugenta. Daqueles que reclama de tudo, acredita em quase nada e se diverte muito pouco.

Preocupamo-nos tanto com a vida dos outros, os problemas dos outros ou ainda pior, nos preocupamos tanto com nosso corpo físico. Aparência, beleza, dieta, cabelo, unhas. E lá dentro? Quem cuida lá de dentro? Quem enfeita e dá lustro a alma? Quem  lava, passa e perfuma a alma empoeirada, enxovalhada e esquecida pendurada no cabide?

Esperança e Alegria não deviam deixar de sorrir nunca em nossas vidas e devíamos escutar mais vezes esse riso solto que vem de dentro. Sorrir por fora é fácil e todos nós fazemos isso involuntariamente até. Mas sorrir por dentro? Falta isso às vezes. E pasmem: depende de nós fazermos esse agrado à alma e vermos Esperança e Alegria sorrindo e brincando dentro de nós.

Aí gente, parece conversa de louco, mas alguns de vocês devem estar me entendendo e concordando que a vida é curta e que as coisas realmente importantes não é o dinheiro que compra e que deveríamos cuidar do nosso corpo de dentro para fora.

Um dia eu, você, todo mundo foi como essas duas aí da foto. E tenho certeza que essa magia ainda está dentro de nós, mas precisamos acreditar e faze-la acontecer.

Queria dar um tom mais serio e resoluto a este texto, mas o eufemismo sempre foi uma das minhas características, tanto na literatura quanto na minha personalidade exageradamente otimista e fantasiosa a ponto de repetir mil vezes,

Eu acredito em Fadas! Acredito, acredito, acredito...

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